No Caminho do Saber
Aos onze anos, primeiro livro que li,
Foi uma estória que passava em Dublin.
Não recordo quantas vezes eu reli.
Tomei gosto pelos livros e leitura.
Comecei a ler qualquer escritura,
E assim melhorar minha cultura.
Homero me fez gostar de poema.
Poesia, história ou noema.
Leio, escrevo, não importa o tema.
Hagop nonagenário, o Poeta
Com P Maiúsculo e profeta
Fazia do conto uma vinheta.
Analfabeto o sapateiro trovador.
Sabedoria de sobra e encantador.
Ele foi o meu maior incentivador.
Eliés Sauma comigo trabalhava
Tudo que ele falava rimava
O talento de poeta primava
Já passaram mais de sessenta anos.
Li épicos como dos gregos e troianos…
De escritores kafkianos e baianos.
Obras de Lord Byron e de Dante…
De Bill Hayes, O Expresso de meia noite.
Do grande novelista Raffi, o Khente.
Li romances de Boris Pasternak
E pensamentos de Honoré Balzac
Um dia lerei do Olavo Bilac
Como não se lembrar de Dr. Jivago,
Mulher de verdade de Mario Lago
Paulo Coelho, Diário de um Mago.
Guerra e Paz e Os Campos de Trigo,
E Os Miseráveis de Victor Hugo.
Dostoievski, Crime e Castigo.
Aos quinze, escrevia por gostar.
Aos setenta, comecei registrar.
Não sei se um dia irei publicar.
Escrevo meus poemas em português.
E outras vezes, escrevo em francês.
Em armênio e às vezes em inglês.
Poetar para mim é cativante.
O resultado é gratificante.
Provoca o ego, completamente.
Por
Aslan Minas Melikian
06/04/2016