A Caminhada (capitulo 10)
A Caminhada (Hammana)*
Sempre no mesmo horário.
A caminho do trabalho.
Em frente da casa de Yasmin eu passava.
Para cima eu olhava.
Ela sempre estava na janela
A sua passarela.
Esperava eu passar
Para vê-la desfilar.
E eu, acenar.
Ela não correspondia.
Fingia que não me via.
Pelos cantos dos olhos, ela sorria.
Eu percebia,
Era só um jogo de sedução, estava na cara.
A timidez era o meu problema.
Eu disse a mim mesmo – qual é a sua, cara?
Vai em frente e segue o seu lema.
Seja esperto cara, e arranje um tema.
Faça uns versos para ela e declame o seu poema.
Enche a cara, faça uma serenata e a chama de Moema.
Provoca ciúmes e declara o seu teorema.
No final convida-a para ver um filme no cinema.
No escuridão de cinema entre beijos e amassos.
Sussurros e abraços.
E ela será sua e se entregará nos seus braços.
Pura ilusão,
Ela não deu a mínima pra mim.
Resolvi imitar James Dean.
Sábado a tarde, me arrumei legal,
Passei perfume Eau de Soir.
E fui ao Café Tarantela
Quase em frente da casa dela.
Com um cigarrinho Lucky Strike no canto da boca.
Encostado e com um pé na parede dando baforadas.
Esperando ela passar.
para dar as minhas cantadas de perto.
Nada deu certo.
Eu não era tão esperto.
Mas não tem nada não,
Mudarei a minha rota.
Hoje vou ficar na minha abadia
Amanhã será outro dia . ……..
Até….
Por
Aslan Minas Melikian.
Niterói, 16/02022
Obs:Hammana-cidade do deus do sol Hammon.

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