A Caminhada (Capitulo 12)
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A caminhada (anos dourados)
Os anos sessenta.
Os anos da rebeldia.
Da juventude transviada.
Da Guerra fria.
A revelia ao tradicional.
Às revoluções sociais e culturais.
Porque não dizer: Anos dourados.
Do romantismo dos amantes e dos amados.
A gente tinha pouca grana.
No sábados não deixava de ir ao cinema.
O preferido era o Cine Eldorado.
Como não lembrar do filme ”O dólar furado”.
Um Faroeste Italiano filmado na “Cinecittà”.
No bailes, “twist, hully gully e tchatchatchá”,
A noite era a hora do glamour.
Ouvir “Elvis Presley e Charles Aznavour”.
O cigarro fazia parte do charme.
“Lucky Strike, Chesterfield , Marlboro e LM”.
O “Gauloise e Gitane” preferencia dos intelectuais.
“Cuba Libre e Hi-FI” nos clubes e nos festivais.
No sábado, Sr Elias não pagou o meu salário, fiquei duro
Domingo cedo, na frente da sua casa, me encostei no muro
Esperei ele sair e meu dinheiro eu pedir
Só a tardinha ele apareceu e me pagou.
Enquanto isso, uma jovem mulher que morava no sobrado,
Estava me dando mole, eu estava bolado.
Pensei em aproveitar e ficar na paquera.
Era uma mulher bonita, a quimera.
Mandou recado dizendo, que o marido está na fronteira.
Só voltará na sexta-feira.
Ela acenou para eu entrar.
Eu prometi voltar.
Até mais tarde..
Por
Aslan Minas Melikian
Niterói, 01/05/2022

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