Hibernar

Quero Hibernar.

Quero hibernar.
Não tenho como confiar.
Nos políticos acreditar.
Nem nesse governo apostar
Que obriga o cidadão providenciar
Uma parte dos proventos entregar.
Ao governo gestar
Com promessa de vida salutar.
Educação e saúde a complementar
Uma renda digna ao se aposentar.
Mas o governo continua nos enganar
No atendimento hospitalar
Filas sem fim de saúde, a tratar.
Cirurgias meses a esperar
Redução dos proventos. Sem falar
De “beneficio” seu direito apelidar.
Educação para todos não proporcionar
Governantes, sem ética e princípios, no pilar
Os bens públicos foram assaltar.
Aproveitaram para se privilegiar.
No fórum e na imunidade parlamentar.
Corromper e fraudar
Era uma vez, Ali baba e os quarenta a roubar.
Hoje temos os poderes da república a nos rapar
Legislam e decretam inúmeros tributos a pagar
Impostos disfarçados de contribuições alcunhar.
Onde nos vamos parar.
Não da mais para aguentar.
Ver nossas esperanças podar.
Estamos cansados de esperar.
Quero hibernar.
Esperarei tudo isso passar.
Na primavera voltar.
Ver o sol raiar.
No horizonte esperança pairar.
Uma nova geração brotar
Conduzir esse país ao altar
Será o lumiar
A hora de voltar.

Por
Aslan Minas Melikian
13/04/2017

Tapas e Beijos, TV, Sofá e Pipoca.

Tapas e Beijos, TV, Sofá e Pipoca.

Quando o mosquito do amor pica.
Deixa a mulher tiririca.
Com muita vontade da larica.
Seja ela pobre ou seja rica,
Seu corpo inteiro sassarica.
E aí, cheia de paixão ela fica.

Quando o homem vê uma vedeta.
Fica encantado e vira poeta.
Conta vantagem querendo a meta.
Acha que é rei da cocada preta.
Fica babando com cara de pateta.
E só pensa no canguru perneta.

Unidos, Felizes e muitos beijos na boca
Logo a mulher vira dondoca.
E o homem boboca.
Ele pira e ela fica louca.
Entre tapas e beijos, TV, sofá e pipoca.
Resolvem como Dilma saudar a mandioca.

Por
Aslan Minas Melikian
26/03/2017

The Desires of a Man.

The Desires of a Man.

Who does not like to own.
A house in France in Paris
A yacht at the marina in Nice.
A companion can not miss
A Mercedes car in the garage
In the negative it is worth the mirage

Who does not like to own.
A woman who is graceful.
Pretty and wonderful
Conquer her with prose.
Compare her to a rose.
Make her feel powerful.

By
Aslan Minas Melikian
Rio de Janeiro , 19/03/2017

Desires d’un homme.

Desires d’un homme.

Qui n’aime pas posséder.
Une Mercedes dans le garage.
Adresse avec un beau paysage.
Un port de plaisance dans Voyage.
Un compagnon pour vagabondage.
Le négatif est payant mirage

Qui n’aime pas posséder.
Une femme merveilleuse
Belle, jolie et délicieuse.
Conquérir avec prose.
Compare à une rose.
Elle se sentira mejesteuse

par
Aslan Mines Melikian
Rio de Janeiro, 19/03/2017.

Os Desejos de um Homem.

Os Desejos de um Homem.

Quem não gosta de possuir.
Um Mercedes na garagem.
Morada com uma bela paisagem.
Um iate na marina para viagem.
Uma companheira para vadiagem.
Na negativa fica valendo a miragem

Quem não gosta de possuir.
Uma mulher garbosa.
Linda, Bonita e gostosa.
Conquista-la com uma prosa.
Compara-la a uma rosa.
Faze-la sentir poderosa.

Por
Aslan Minas Melikian
08/03/2017

Voar no Tapete Mágico.

Voar no Tapete Mágico

Voltei do passado com a vontade de voltar
Voar no Tapete Mágico de Névoa e aportar
Em Beirute, nos anos sessenta, ao anoitecer.
Na balada do um sábado até amanhecer.

Enganado peguei o tapete supersônico
Aportei em Beirute, em minutos, eufórico.
A rua onde morei estava bem diferente
Ai, que eu percebi que estou ainda no presente.

Mesmo assim, os velhos amigos eu fui procurar.
O Kheyredin estava lá, o único a encontrar.
O Davi havia emigrado para Israel
O Stepan o amigo eterno na guerra desapareceu

Alguns emigraram para Canada e Austrália
Outros para Alemanha, França e Itália.
Muitos já estão em outra dimensão. Lá no além.
Saravá meu pai, quero viver mais que Matusalém.

Por
Aslan Minas Melikian
27/02/2017

My Way.

My Way.

Seventy-four complete.
Of accomplishments are replete.
Children, grandchildren and aggregated
They are my beloved.

I lived in Cyprus and Venice.
In Lebanon and in Côte D´Azur. .
Half a century ago for sure
Being Brazilian is an honor.

In Niterói, known as city Smile
In the district of Icarai
Offer to my family,.
A life in a paradise.

I have friends everywhere.
Friends present and loyal.
Men, women and secretaries.
I’m a happy, I can not deny.

My way will continue.
Towards the sun and the moon.
And my muse, she likes to insinuate.
That she’s hot, raw and naked.

By
Aslan Minas Melikian
13/02/2017

Mon Chemin.

Mon Chemin (74 ans)

Soixante-quatorze complet.
Réalisations sont pleins.
Enfants, petits-enfants et agrégats.
Ils sont mon plus grand bien-aimé.

J’ai vécu en Chypre et à Venise.
En Côte d’Azur et en Liban.
Il y a un demi-siècle fermement
Je suis Brésilien, sûrement

En Niterói appelez ’’La Ville de Sourire’’.
Dans le quartier Icaraí
Offrir a ma famille.
Une vie de paradis.

J’ai des amis partout.
Amis présents et fidèles.
Hommes, femmes et secrétaires..
Je suis heureux, je ne peux pas nier.

Mon chemin continuera.
Vers le soleil et la lune.
Et ma Muse qui insinue.
Qu’est-ce qui est chaud, cru et nu.

par
Aslan M. Melikian
Niteroi, 13/02/2017

Meu Caminho.

Meu Caminho. (74 anos)

Setenta e quatro completos.
De realizações são repletos.
Filhos agregados e netos.
São os meus maiores diletos.

Morei no Chipre e em Veneza.
No Líbano e na Riviera francesa.
Há meio século com certeza
Sou brasileiro que se preza

Em Niterói, Cidade Sorriso.
No bairro de Icaraí preciso.
Para minha família, eu viso
Proporciona-la o paraíso.

Tenho amigos em todo lugar.
Amigos presentes outros a logar.
Homens, mulheres e secretarias do lar.
Sou um cara feliz, não vou  negar.

Minha caminhada continua.
Em direção do sol e da lua.
E da minha musa, que insinua.
Que é gostosa, crua e nua.

Por
Aslan M. Melikian
Niterói, 13/02/2017

Uma Viagem Ao Passado.

    Tchátchátchá, Twist, Hully Gully, Cuba Livre e Hi-Fi                                                                                     tecle na seta

Uma Viagem ao Passado.

Hoje eu quero ser Zen.
Ver o dia alvorecer.
Degustando o cafezinho.
Acender o cigarrinho.
Peraí, Eu queria só fingir
Faz tempo do cigarro resolvi fugir.
Mesmo assim queria cumprir o ritual.
Imaginar dando baforadas, só no virtual.
Fechar os olhos e a nuvem de fumaça me levar.
Para o passado onde um dia foi meu lar.
Convidar o meus amigos para um café
Combinar para uma noitada no cabaré.
Amigos de diferentes religiões e etnias.
Árabes cristões, muçulmanos, judias
e judeus e um turco judeu o Davi.
E um sírio muçulmano o Rafiq.
Não sei se ainda estão vivos
Aposentados ou ativos.
Como não falar de Stepan o amigo fraterno.
Onde ele estiver sempre será o amigo eterno.
Ele projetava os filmes no cinema Eldorado.
Lembro do Um dos filmes O dólar furado.
Um Faroeste Italiano filmado na Cinecittá.
E os bailes? Era twist, hully gully e tchatchatchá,
Dos anos sessenta de Elvis a Aznavour.
A década do romantismo e do glamour.
Marcas de cigarro fazia parte do charme.
Lucky Strike, Chesterfield , Marlboro e LM.
O Gauloise e Gitane preferencia dos intelectuais.
Hi-FI e Cuba Libre nos clubes e nos festivais.
Com ajuda de Stepan penetrava no cinema.
Ao encontro à bela muçulmana a Selma.
Proibida de me encontrar no amor afogava.
No escurinho do cinema, o fogo a pegava.
Em poucos minutos ela já estava nua
Ei, ei, acorda! Parece está no mundo da lua.
Interromperam minha viagem aos anos sessenta.
Teimoso, eu voltarei.

Por
Aslan M. Melikian
02/02/2017