Voando A Minha Cidade Natal
Voando A Minha Cidade Natal
A saudade me deu vontade de voltar.
A cidade que um dia foi meu lar.
Voar de Tapete Mágico,
Confeccionado com fios dourados,
Por meus antepassados
há muitos milênios
Lá no planalto dos armênios
Queria rever os meus irmãos e matar a saudade
Aparecer de surpresa e vê-los felizes de verdade
Levantei voo com o meu tapete mágico.
A viagem durou alguns minutos, eu fiquei eufórico.
A minha cidade natal estava bem diferente
Mudanças radicais entre o passado e o presente.
Sobrevoei Beirute, minha cidade natal.
Avistei a famosa rocha “Alraocha”
Fui até a cidade de Falugha
e Hammana
Voei sobre a A universidade Americana
Rás Beirute, Alhamra e El Zeituni
Passei pelo Al l Hazmié
Praça dos Mártires, Saint Michel e Ashrafié.
Lá no alto da Baía de Junié
A Nossa Senhora do Líbano
Protegendo Beirute e Junié
Sobrevoei A sagrada floresta do Cedro
E a monte Sannin, eterno neve no seu cume.
O branco é o brilho do seu lume.
O Sol já mergulhava no mar.
Quando Avistei o bairro onde eu era meu lar.
Passaram 54 anos, e nada de mudar.
Pousei no terraço.
Onde ficava meu paço
Meu AP ficava logo abaixo
Abri a porta da escadaria
A dois lance onde era minha moradia
Parei:
Como não lembraria?
Que último lance de escada era minha romaria.
Que un dia foi o meu motel
O espaço das minhas aventuras e meu ninho de prazer
Ora com a foguenta Jeanete
Ora com sensual Claudette
Das minhas aventuras ninguém sabia.
Será?
Há pouco tempo, descobri que tudo mundo sabia.
Menos eu,
Desci até o AP e toquei a campainha.
Ninguém abriu.
Na manhã meu irmão saiu.
Passou por mim, nem me viu
Fui para a rua, ninguém me ouvia
ninguém respondia.
Minha presença ninguém percebia
Eu era invisível e eu não sabia.
Por
Aslan Minas Melikian
27/08/2021
Obs: o mar Mediterrâneo
é chamado também de Mar Branco

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