Continuo em Lua de Mel

Continuo em Lua de Mel

Chegamos de Cabo Frio,
já planejando um passeio no Rio.
De novo, pedi ao meu cunhado,
o carro emprestado.
Mais uma noite no sofá da sala.
Não rolou nada.
Achamos graça.
– Vamos passear amanhã em Ipanema.
À tarde, assistir um filme no cinema.
Ou se quiser, em Copacabana e Leblon.
Acho que será um programa muito bom.
Vou chamar sua mãe a passar conosco o dia.
A titia também, para fazer companhia.
A Titia queria conhecer a Barra da Tijuca.
Me deixou numa sinuca.
Expliquei para a titia que a Barra
é o bairro onde os casais vão para fazer farra.
Lá, só tem motéis, boates e bares.
Casas noturnas e restaurantes.
A Barra é refúgio dos amantes.
Mas não teve jeito, a titia venceu no peito.
Foi muito legal o passeio.
Almoçamos no Recreio.
À tarde, passeamos na beira mar.
Após ver o sol nas águas mergulhar,
resolvemos voltar.
Dormimos de novo no sofá da sala.
Já sabem que não rolou nada.
Achamos graça de tudo isso e demos gargalhadas.
Foram momentos felizes na companhia
da minha querida sogra e da querida titia .
Saborear, toda manhã, o cafezinho da sogra,
feito com muito amor e carinho de sobra.
Finalmente a tia e amiga da tia,
viajaram deixando livre nossa abadia.
E a Lua de Mel?
Eu e minha mulher,
Estamos há meio século em Lua de Mel.
Felizes com os nossos filhos, netos,
genro, noras e agregados.
Com certeza continuará a nossa Lua do MELikian.

Por
Aslan Minas Melikian
23/09/2020

O Passeio Na Lua De Mel Em Cabo Frio

O Passeio Na Lua De Mel Em Cabo Frio.

A gente voltou para casa se livrando do frio,
E continuar a lua de mel num passeio em Cabo Frio.
A tia hóspede que acordava às dez
Já estava em pé toda arrumada às seis.
– Eu estou pronta. Que horas vamos sair?
– Aonde a Senhora quer ir?
– Ué, com vocês. Será que é demais pedir?
Me deu vontade de rir.
Acabei de fugir do frio e entrei numa fria.
No enxoval da noiva havia uma tia.

Eu no volante, ao lado sentou minha sogra.
Atrás, minha dama, a tia e amiga da tia de sobra.
Rumo a Cabo Frio, com minha dama e as três viúvas.
Eu acelerava e os pneus cantavam nas curvas.

Passeamos pela cidade e pelas praias da periferia.
Sugeri almoçar em Arraial do Cabo na churrascaria.
Eu precisava economizar por ter pouca grana.
A tia e amiga queriam restaurante chique e bacana.
Pediram camarão, frutas do mar e lagosta.
Eu pedi um bife com fritas, quem não gosta?
O garçom trouxe a conta e o valor foi assustador
Ninguém se prontificou para contribuir com algum valor.
Procurei o gerente e paguei com um cheque voador.

Eu havia me tornado um Cicerone, ora, ora.
Na volta, meti o pé no acelerador a 120 por hora.
Não queria ver nenhum carro atrás de mim, nem na frente.
Queria chegar logo, devolver o carro ao dono urgente.
Beber uma garrafa de aguardente de bagaço de uvas.
Encher a cara e esquecer as viúvas.
Ou tomar umas doses de cachaça,
e de tudo disso achar graça.
Encontrar livre o meu canto.
Expressar o meu encanto.
A minha primeira dama,
num encontro feliz na cama.

Esperando a lua minguante ir embora.
E que apareça a lua cheia de mel a qualquer hora
Acabou não….. Volto já já…………

Por
Aslan Minas Melikian
Niterói, 20/09/2020

O Retorno da Lua de Mel

O Retorno da Lua de Mel.

Depois de uma noite eclética,
saliente e poética.
Ao acordar, puxei a cortina.
Do vidro embaçado não via nada
Abri a janela, lá fora uma densa neblina.
Chovia, senti no meu rosto a brisa gelada.
Olhei para a amada estava dormindo.
De olhos fechado parecia sorrindo.
Ao meio dia fomos ao restaurante.
Além de nós, havia mais um casal errante.
O almoço saiu caro pra cacete.
Na praça não havia taxi nem charrete.
Voltamos a pé, muito frio na rua e no AP.
Decidimos fugir do frio e voltar ao Rio.
Saudade do calor, mar e sol.
Passear na região dos Lagos ou na costa do sol.
Ou na cidade de Cabo Frio fugindo do frio.
Minha dama decidiu: – Então vamos!
À tardinha em Niterói nos aportamos.
– Voltaram mais cedo? – perguntou minha sogra.
– É o frio, o frio fez a gente vir embora.
Nosso retorno, tão cedo, não era esperado.
Havia convidados da festa ainda hospedados.
Todos os quartos estavam ocupados
Fomos dormir no sofá da sala. Não rolou nada.
Meu cunhado emprestou o carro. Foi um camarada.
Combinei de passear em Cabo Frio com a amada.
Sair de manhã bem cedo para aproveitar o passeio.
A tia hóspede nunca acordava antes das dez.
Ela resolveu aparecer na sala antes das seis.
– Eu estou pronto, que horas vamos sair?
– Aonde a senhora quer ir?
– Ué, com vocês. Será que é demais pedir?
Eu havia me livrado do frio,
E agora como me livrar da tia?
Eu estava numa fria, e que Fria…………….
E o passeio?…..como fico o passeio?…
Aguenta um pouco…..Depois eu conto…….

Por
Aslan Minas Melikian
14/09/2020.

Uma Noite de Lua de Mel.

Favor Pressione A Seta Na Tarja Preta Para Ouvir  “Dio Como Te Amo”

Uma Noite de Lua de Mel
n n n(11/09/1971)

Não tinha carro e com pouca grana.
Uma viagem de ônibus interurbana.
Passar a lua de mel na região serrana.
Num AP emprestado por gente bacana.

Chegamos à cidade fazia um frio danado.
O AP não tinha ar condicionado.
O chuveiro não deu conta e o banho foi gelado.
Saímos do banheiro tremendo de frio.
Deu uma vontade de voltar ao Rio.
Como? Não tinha carro e pouco dinheiro.
Resolvemos ser um casal aventureiro.
Vamos incrementar nossa lua mel?
Senão será lua de fel.
Um Martini para começar,
um cafezinho após o jantar
e um licorzinho para degustar.
Depois de uma dose do licor Strega,
Quem não se entrega?
– Está com frio, quer voltar pro Rio?
– Que frio?
Estou com calor.
Ligue o ventilador.
O licor das bruxas e dos amantes.
Fazendo efeito como nunca antes.
Encarei a poderosa e perguntei: – topa?
Já estávamos sem a roupa.
Quebramos o estrado da cama.
Coisas que acontecem com um casal que se ama.
Foi preciso botar o colchão no chão.
Foi uma noite de lua de mel fantástica
Por que não dizer, uma noite quente e orgástica.

No dia seguinte, mais frio, muito frioooo…
Mas só conto o resto quando chegar ao Rio…

Por
Aslan Minas Melikian
11/09/2020

 

Um Casal Perfeito.

Um Casal Quase Perfeito.

Homem só pensa em mulher, cerveja e futebol.
Vai ao estádio pra ver o seu time, fazer gol
Seja Tricolor, Mengo, Botafogo ou Vasco,
Comemora com chope gelado e churrasco.

Chega em casa bem tarde trocando as pernas.
Maria não quer ouvir mais as juras eternas.
Ele declama um dos seus últimos poemas.
Tentando se explicar com os seus teoremas.

Ela o avisa que não vai ter mais moleza.
Desfila e o provoca com a sua beleza.
Ele galanteia e a chama de princesa.

Ela não resiste ao seu charme e ternura.
Cai nos braços do amado cheia de doçura
Será uma noite de amor, sexo e loucura.

Por
Aslan Minas Melikian
Um poeta nas horas vagas
Niterói, 31/05/2020

 

O Cara Me Recebeu de Braços Abertos

O Cara Me Recebeu de Braços Abertos

Viajar?
Foi maravilhoso de transatlântico viajar.
No convés, numa noite de estrelas e de luar,
No silencio da noite a linda melodia,
Dos murmúrios das marolas eu ouvia.
O orvalho no meu rosto respingava.
A lua cheia sorrindo me encantava.
No céu a Via Láctea me convidava
à Aquarius numa viagem interestelar.
Estrelas cadentes cruzavam o céu.
As estrelas se apagaram quando amanheceu
No horizonte o sol surgia das águas do mar.
Formando lindas paisagens sem par.
Estava só. Solitário, sem par.
O meu desejo era estar.
Com uma linda mulher para amar.

Numa tarde de agosto,
O sol batia no meu rosto.
O transatlântico adentrou à baia da Guanabara,
eu vi lá em cima do corcovado, o Cara.
Eu havia chegado ao meu destino Rio de Janeiro.
O cristo Redentor de Braços abertos me acolhia
Eu era brasileiro
E eu não sabia.

Eu fui morar em Niterói em Icaraí.
Admirar o postal do Rio, o mais belo eu já vi.
Olhar todo dia para o Cristo Redentor
Eu sou um brasileiro, ele foi o meu mentor.
Aqui encontrei a mulher dos meus desejos.
Continuo abarcando a com meus cortejos.

Por
Aslan Minas Melikian
Niterói, 13/07/2020

Ontem, Hoje e Amanhã.

Ontem, Hoje e Amanhã.

Parece foi ontem (13/09/1969)
Foi numa feira de exposição
Numa tarde de sábado,
Eu a vi,
Olhos nos olhos, ela sorriu.
Disfarçou não me ver, e fingiu
Com um desviar do olhar repentino.
Era o charme feminino.
Declamei versos e prosas.
Ela aceitou a tão esperada rosa.
Andamos até de roda gigante.
Foi uma noite fascinante.
Era Maktub escrito.
Pelos deuses Zeus e Afrodite
Narrado por Orfeu o poeta.

Parece foi ontem (11/09/1971)
A canção ”Dio Como Ti Amo” foi a marcha Nupcial.
No altar o “sim” o sacramental.
A melodia “Um Homme et Une Femme” o laço final.

Hoje como ontem (05/06/2020)
Numa quarentena em plena pandemia
O cafezinho é o “sim” da união da nossa abadia.
Ouvir “Un Homme et Une Femme” é a melodia.
Cantar a nossa canção “Dio Como Ti Amo” todo dia.

No horizonte o amanhã,
Que seja um mundo de paz e harmonia.
Eu e Ela, a continuar com a nossa abadia.
De mãos dadas, a ouvir a nossa melodia.
E a cantar nossa canção de amor todo dia.

Por
Aslan Minas Melikian
05/06/2020

Um Papo Descontraído Com Meus Filhos.

Um Bate Papo Com Meus Filhos.

Num papo descontraído e gostoso.
No cafezinho depois do almoço.
Uma fatia de bolo de baunilha.

Feito pela mandatária da família.
Eu e minha filha.
Botando a conversa em dia.
Estava frio, e eu com gorro na cabeça.
Ela apontou a câmera do celular e clicou.
Olhou e deu um sorriso cheio de graça.Mostrou a foto. Pensei: e agora José? Complicou!
E ela deu um grito:
– Olha o meu pai, o poeta.
Aslan, o poeta porreta.
Vou publicar essa foto e mandar para a galera.
Pedi para não cometer a bobeira.
Mas, já era.
Ela havia publicado no ato.

Sem gorro e calvo, resolvi fazer um auto retrato.
Tem gente que me chamou de gato.
Meu filho me achou a cara do Leandro Karnal.
A resposta foi no ato
Ele tem o sobrenome, Karnal
Eu tenho pelas mulheres admiração divinal e carnal.
Com os homens, só relação comercial.
Com as crianças, sou jovial.
Com os amigos, sou leal.
Com os velhos e idosos, sou camarada e plural.
O meu caçula viu as fotos e mandou essa:
– Eu sou você amanhã.  Sacou?
Já me acharam parecido com Raul Cortez e Anthony Quinn.
Com Alpacino e o Sean. (Sean Connery o 007)
E já me chamaram de James Dean

Acabamos de tomar o cafezinho.
Já havia gente me seguindo
Não eram paparazzos, nem bandidos, nem policiais.
Eram os amigos das redes sociais.

Por
Aslan Minas Melikian
Niterói, 25/08/2020

Beirute

Beirute a Cidade Eterna.

Triste demais ver a minha cidade Beirute,
Explosões e destruições na minha cidade Natal,
Fogos, fumaças e vendaval.
Cinzas e destruição.
Mortos, feridos e correria sem noção.
A tristeza tomou conta de toda uma nação.
Tudo aconteceu no porto na baia do são Jorge.
A população se revolta e reage.
Manifestação contra o governo e a corrupção.
Pela oitava vez a cidade resiste à destruição.
A cidade da pluralidade
Beirute é Phoenix do oriente médio e na paridade.
Já, já, a cidade será reconstruída e voltará a normalidade.

Líbano é Berço de muitas civilizações e culturas.
Alfabeto, comércio e aventuras.
Em qualquer lugar do mundo com certeza
encontrará uma família libanesa.
Sempre há um Jorge na família
e nada falta na mesa.
Kibe, tabule, babaghanuje e mesa farta.
Eles chamam qualquer pessoa de Ya habibi.
Falam alto e se abraçam
Riem um de outro e se beijam.

Por
Aslan Minas Melikian
Niterói, 07/08/2020

Meu Herói,

Meu Pai, Meu Herói.

Meus Heróis não morrem de over dose
Não têm neurose
Não têm psicose
Não fazem pose
Não têm partidos
Não são bandidos
Meu herói é um sobrevivente
Já encarou a morte de frente
A cena do extermínio da sua gente
Nunca saiu da mente
Foi um herói e superou a marcha da morte
Aos oito anos precisava ser forte
Sozinho no mundo, ele foi um gigante.
Andou pelo deserto como errante
Sobrevivente de genocídio foi o seu patente
O jeito foi encarar a vida de frente.
Foi um vencedor e exemplo para muita gente
Um grande amante das artes
E foi amado por muitas amantes.
Ele era um grande humanista
Generoso e universalista
Ele não está mais aqui, há tempos que ele se foi.
Mas ele continua sendo o meu maior herói.

Por
Aslan Minas Melikian