Hoje é o Dia de um Cara Bacana

Hoje é o Dia de um Cara Bacana.

Dia dez de março, o dia que fui imunizado.
Havia ido ao Clube Central acompanhado.
A um posto de saúde, que havia sido montado.
A vacinar a população, e da pandemia, nos livrar.
Fiquei na dúvida, em que braço deveria tomar?
Na certa você pensou:
“Quanta frescura ”
“O velho tá ficando gagá nessa altura”.
Nesse tempo de pandemia
O bom humor ajudaria
A fazer um pergunta ao meu filho e acompanhante.
– No braço direito?
– Ou no esquerdo?
Com um sorriso maroto e meio debochado
Resposta dúbia de um cronista bem humorado.
– Toma onde quiser- disse meu filho bem sacana.
Meu companheiro confidente é um cara bacana.

Ao ser vacinado, e vi, ele me fotografando.
Mandou a foto aos grupos e ficou me zoando.
– Agora todos podem te abraçar.
– Na cama só de mãos dadas. Sexo nem pensar.

Hoje meu filho o cara bacana faz aniversário.
Feliz aniversário, muita saúde, paz e muitas alegrias.
e todos seus desejos sejam realizados.
Hoje dia dos dois patinhos na lagoa
E você meu filho está ficando um coroa

Por,
Aslan Minas Melikian
Niterói, 22/03/2021

Cenas Na TV – 23/11/2019

Cenas Na TV – 23/11/2019

Todo dia a gente vê
Nos jornais e na tela da TV.
Imagens e cenas
Parecem arenas
Tiroteios e assaltos
No morro ou no asfalto.
Na ruela ou na passarela,
Na linha Amarela ou Vermelha.
Nos elevados arrastões.
Bandidos com fuzis nas mãos.
Pessoas cercadas,
Estão apavoradas.
Bandidos e Policiais no vaivém
Tiros ninguém sabe de onde vem.
Criança ferida
Por Bala perdida.
A mãe chorando o filho morto
Acusa o policial pela morte do garoto
No dia seguinte manchete nos jornais
“Mais um criança morta por policiais”
Tiros para todos os lados
Matam e ferem civis e soldados
Policial morto, triste cenário.
Desolação da viúva no cemitério
Feridos e doentes nos corredores dos hospitais.
Não há vagas
Tem gente no chão e outras nas macas
Ou será que as imagens são dos hospitais de Caracas
A situação é critica
Cadê o responsável pela equipe medica?
Alguém com uma voz baixinha dá a dica.
– Hoje ele não vem

Por
Aslan Minas Melikian
23/11/2019

 

Como os Velhos Tempos

Como os Velhos Tempos

Ultimamente ando tenso
Paro e penso.
É preciso ter o consenso,
Com a nova geração.
Tecnologia e comunicação.
Estamos na era das informações.
Notícias em tempo real.
Pode ser ao vivo e virtual.
Hoje tudo está no visual.
Quase não há diálogo.
Muito menos apólogo.
A voz só por mensagens.
A escrita só por postagens.
É a solidão presencial.
Cada um com seu celular.
Minha voz se perde no ar.
Com corpo e alma presente
Mas, eu me sinto ausente.
Fico tenso
Paro e penso
É preciso ter o consenso.

Ontem aumentou a minha adrenalina.
Minha prole havia comprado uma piscina
Para montá-la o meu genro quebrou a cara
Mereceu elogios. – Meu genro, você é o cara.
Hoje cedo, o sol apontava os seus raios ao meu terraço.
Eu recebia, quem chegava, com um beijo e um abraço.
Como os velhos tempos, todo mundo no meu paço,
É um dia especial, como antigamente, sensacional
Mesa farta, refrigerantes e muita cerveja para encher cara.
Vieram sem celular para papo legal cara a cara,
Discussões no campo político como no patético.
Como também no erótico e no poético.
Enquanto eu escrevia, essas linhas, feliz da vida.
A conversa da prole continuava atrevida.
Como não gosta de viver esse espetáculo caótico.
Para quem já passou dos setenta, como eu, é tântrico…….

Por
Aslan Minas Melikian
30/01/2021

Novos Tempos Velhos Épos.

Novos Tempos Velhos Épos.

Novos tempos.
Velhos épos.
Solidão nos tempos modernos
Não precisa de livros nem de cadernos.
Nem de enciclopédia munidos
Basta celulares e fones de ouvidos
Cercado de gente
O silêncio está presente
Todos na pauta
Em minha volta.
Reunidos em meu lar
Tento falar
A minha voz se perde no ar
Ninguém levanta a cabeça para olhar
A palma aberta e a mão erguida.
Sinal que vão me atender em seguida
Nos celulares ocupados
Ou na TV ligados.
Tento falar de novo e tusso
Nada feito, Tá ficando Russo.
Olho pra eles, todos estão na deles.
Outros tempos
Outros épos.

Paro e penso
Aí, eu sinto um amor imenso.
Eles são do jeito deles carinhosos
De jeito deles amorosos.
Nas redes sociais, eles interagem
No silêncio é a abordagem
Nesta hora, eu faço a minha parte.
Monologar com a TV é uma arte.
Boa noite, à apresentadora, declamar.
De louco podem me chamar.
Até sugerir um psicólogo para me tratar.
Direi, não é necessário, ao argumentar.
Passou dos setenta,
Agora aguenta.
Tudo que você aprendeu
Transcendeu.
Novos tempos.
Novos épos.

Por
Mr. Melikian
19/12/2020

Obs: Épos = epopeias.

Já Estou de Saco Cheio

Já Estou de Saco Cheio

Sou um brasileiro de coração.
Sou apartidário por opção.
Respeitar a maioria,
É democracia
Um jornalismo isento, eu gostaria.
Nos últimos tempos as TVs falando muito do presidente.
Vejo como a imprensa distorce o que ele fala, e mente.
Omitir palavras ou uma vírgula deslocar,
É fazer o contexto mudar,
Aos seus interesses focar.
A não isenção, é politizar.
Repórteres querem entrevistar,
Sem agendar.
Perguntas tendenciosas e impertinentes.
Pegadinhas para fazer cair em contradições, ficam eminentes.
O PR falando, ao seu público, é interrompido ao parlar.
E aí, com razão o PR manda o jornalista calar.
À noite, nos noticiários das TVs, na tela, a vista.
O destaque:. O PR mais uma vez ataca jornalistas.
As declarações na certa são dos seus opositores dando entrevistas.
Chamando o PR de inconsequente e fascista.

Um comunicador que não mora no Brasil.
Chamou o presidente em rede nacional de imbecil.
Faltou respeito com o país
Faltou respeito com o eleitor.
O salário de tal apresentador é milionário.
À custa das verbas do erário.
Ou nas verbas de publicidade embutidos nos preços.
O seu programa não tem nada de utilidade.
Pior é o Vídeo Cassetadas do apresentador.
Voyeurismo ao sadismo extremo sem graça e sem pudor.
Não poupa idoso nem criança, é constrangedor.
Mostrando as dançarinas batendo palmas. Comovedor.
Hoje um comunicador ou um jornalista
não precisa ser formado basta estar conformado.
O patrão dita o que deve ser informado.
Por questões políticas, qualquer analfabeto é chamado.

Por que será? Assim eu fico bravo.
Nesta hora, eu fico de saco cheio.
Viro um bicho feio.
A vontade de mostrar o dedo do meio.
Penso bem, e me freio.
Mas, vontade não me falta de mandar os caras pro car….
Sem rodeios

Por
Aslan Minas Melikian
Niterói, 05/12/2020

Há Gente & Gente

Há Gente e gente.

Há Gente que te segue.
A Outra te persegue.
Há Gente que vai à pesca.
A Outra fica na sombra e nas água fresca.
Há Gente que faz projetos
A Outra, só dejetos.
Há Gente que carrega e conduz o bonde.
A Outra se acha que é conde.
Há Gente trabalha e corre atrás.
A Outra passa os outros para trás.
Há Gente que aprimora o conhecimento.
A Outra não se importa com o ensinamento.
Há Gente trabalha e vence.
A Outra quer de graça o que se oferece.
Há Gente, para trabalhar, acorda cedo.
A Outra reclama que é muito cedo.
Há Gente estudiosa que planeja.
A Outra, só almeja.
Há Gente que vai atrás da caça
A Outra se contenta com a carcaça.
Há Gente que te convida para um chope.
A Outra te chama para pagar o chope.
Há Gente boa e generosa.
A Outra é ingrata e onerosa.
Há Gente que doa de coração.
A Outra acha que você tem obrigação.
Há Gente que se desculpa quando erra.
A Outra fica com raiva, fala mal e berra.
Há Gente que lamenta quando falha.
A Outra se revolta e te chama de canalha.
Há Gente que se dedica ao trabalho.
A Outra te espera você quebrar o seu galho
Há Gente, simples e sábia, quando fala.
A outra é soberba, é poeta, quando cala.

Aslan Minas Melikian
18/12/2020

 

O Heroico Povo do Artsakh

O Heroico Povo do Artsakh

O mundo está surdo.
O mundo está mudo
O mundo vê e cala.
Ninguém fala.
Mortos à bala.
Guerra insana.
Agride e profana.
Ordinária e mundana.
Cruel e desumana.
Não poupa meretriz nem puritana.
Nem novata nem decana.
Nem pobre nem bacana.
Nem os homens nem as mulheres.
Nem amigos nem parentes
Nem abastados nem carentes.

Os Azeris, turcos e mercenários.
Agrediram o pequeno Arthakh
Milhões contra milhares
Uma guerra desigual.
Genocídio étnico cultural.
Armas químicas e drones.
Não poupar os povoados virou uma regra.
Nem a sagrada Floresta Negra.

Um genocídio étnico cultural.
De uma cultura milenar.
Monastérios invadidos.
Marcos históricos destruídos.
Igrejas profanadas.
Escolas armênias fechadas.

Onde estão os ambientalistas.
Onde estão os artistas.
Onde estão os direitos humanos.
Onde estão a ONU, UNICEF e as ONGs.
Onde estão os defensores das florestas.
Onde estão os……………….?

Genocídio étnico cultural.
De uma cultura milenar.
O mundo está surdo……
O mundo está mudo…..

Por
Aslan Minas Melikian
Sou filho de sobrevivente do genocídio armênio
Niterói. 24/11/2020.

Viagens & Miragens.

Viagens & Miragens.

Já cruzei continentes pelo ar,
De avião bimotor, dava medo de voar.
De transatlântico por mares viajar.
Atravessei o atlântico,
Voei de tapete mágico,
Andei de Barcaça,
Até de trem Maria Fumaça.
De ônibus e de carroça.
De avião, servido por aeromoça.
De carreta e de charrete
Andei por aí pra cassete.
Tive Fiat Premium “The Flash” core de Vinho,
um Santana 2.00 “Trovão Azul” marinho,
e um fusca de lanterna “Fafá de Belém”.
Hoje tenho um Fiat Línea parado na garagem
Ando de taxi e Uber pagando passagem.
Nas minhas lembranças e sonhos caóticos
Viajo com meus tapetes mágicos.
Agora são imaginárias as minhas viagens.
O meu AP me proporciona lindas paisagens
Viajo pelas auroras admirando belas imagens.
Aos meus sonhos e desejos, hoje eu quero mirar.
Queria um tapete mágico interestelar para voar.
Sonhar com um veleiro e pelos mares velejar.
Pelos rios com uma piroga vogar.
Com a minha amada pelo mundo vagar.
Ao pôr do sol, numa praia deserta aportar.
Dois septuagenários, eu e ela, numa noite de luar.
Dois corpos num só, no mar do pecado e do amor mergulhar.

Por
Aslan Minas Melikian
Poeta nas horas vagas
Niterói, 24/10/2020

A Bela

A Bela Potranca

Um corpo em forma de violão.
Colírio para os olhos de gavião.
Um micro biquíni rosa choque.
Cobrindo parte do corpo sem retoque
Duas colunas torneadas,
Longas e assanhadas,
Sustentando curvas insinuadas,
Parecem mármores rosadas,
Das enseadas,
Da ilha de Córsega.
Uma canga,
Cobrindo parte das belas ancas
De tecido quase transparente,
Como uma bandeira tremulando imponente.

Na comissão da frente,
Junto ao coração imanente,
Duas romãs rosadas,
No peito arrojadas.
A cada respiração tentavam dar o bote.
Soltar fora do generoso decote.
O olor do feromônio exala.
O instinto da pala.
O visual é o cortejo.
Desperta o desejo.
A cada passo da bela Potranca.
O balanço erótico das ancas.
A caminho do pecado,
Eu lesado.
O seu olhar acenda a chama.
O seu sorriso largo me chama.
Meu bem estou fervendo vem quente.
Como posso recusar um apelo tão caliente?
Complete com um verso seu…..diga o que sente,
ou o que tiver na sua mente.
Fará parte desse poema inerente.

Por
Aslan Minas Melikian.
Niterói, 17/10/2020

Ondas & Bundas

Ondas & Bundas

Ao observar o vai vem das ondas do mar.
E o balanço das bundas à beira mar.
Inspiraram as lindas obras de Oscar.

Niemeyer teve imaginações profundas.
Nas curvaturas das ondas e das bundas.
As suas obras de arte delas oriundas.

Na Riviera Francesa, eu queria passear.
Num iate cheio de Raimundas em alto mar.
E as suas bundas, alvo do meu olhar.

Nas praias de Copacabana e Ipanema.
Os desfiles das bundas cariocas da Gema.
A mais sensual será tema do meu poema.

A bunda no carnaval é ovacionada.
A fantasia no homem provocada.
Me diga: Há algo mais sensual que a bunda?

Por
Aslan Minas Melikian
Atualizado 03/10/2020